Teatro dos Vampiros

Não, o título não é alusão ao dia das bruxas.

*foto da rede

“E a cada hora que se passa, envelhecemos dez semanas”. Renato Russo, Teatro dos Vampiros.

Meu chefe, Gilberto Rossi, jornalista, economista (dentre outras formações), poeta, membro da Real Academia de Letras, hoje me contou de um momento da juventude:

Antigamente, quando vinha ao Centro (local aonde trabalho) com o pai e o irmão, chegava de bonde ao ponto onde, atualmente, é uma floricultura localizada em frente à padaria Santa Tereza na Praça João Mendes. Passava pela Avenida Ibirapuera que tinha chão de terra e, a única parte sólida, era a trilha onde o bonde passava. Ele sempre visitava um extinto bar que existia naquelas redondezas.

Contou-me também, da recordação da casa de um tio que ficava em Santana, no final da Avenida Cruzeiro do Sul, depois do metrô. Hoje ele irá a este bairro resolver algumas coisas da empresa que tem em conjunto com as filhas, mas o que me fez escrever isso foi algo que acrescentou ao final disso: Ele disse que não gosta muito de passar naquele lugar, pois lhe dá saudades e saudade lhe dá lágrimas nos olhos. Achei isso muito bonito e me fez refletir um pouco sobre os anos.

“Era onde ficava a casa do meu tio, mas eu não gosto de ir lá porque me dá saudades e saudades me dá lágrimas nos olhos” – Tal como ele disse.

Fiquei imaginando como será daqui a certo tempo. Tudo tem passado tão de pressa e sequer nos damos conta, vivemos a segunda-feira e quando acordamos já estamos assistindo ao “Programa Silvio Santos” ou ao “Fantástico” na televisão.

O que resta é o sentimento dos 22 anos, mas imagine daqui a 80!

Algumas canções me fazem pensar dessa forma, um pouco saudosista e me fazem querer aproveitar mais os segundos, até porque “não há tempo que volte, amor, vamos viver tudo o que há pra viver” como canta Lulu Santos.

O Caderno

Acredito que aquela música do Toquinho chamada “O Caderno” tem uma relação pura com a minha alma, até porque, toda vez que eu a ouço, lembro das coisas do meu passado, vejo a verdade da infância e todas as vezes escrevia em um diário ou agenda, segredos que se apagaram com o tempo e que, como a música do Oswaldo Montenegro, hoje não tem importância, outros assuntos e dias que ficaram incompletos, desejos que realizei. Me lembro de “dividir” o diário com as “melhores amigas” – hoje sei que é impossível escolher um melhor amigo quando tenho tantos especiais.

Eu via foto do “Beijo do Pita” e decidi que teria que publicar aqui. Eu coloquei um resumo abaixo para recordação da origem dessa página que, para quem não entende, não tem a mesma graça…

***

E é com a canção do “O Caderno” que eu recordo “o caderno”, o mundo compartilhado entre quatro amigas, mencionado em um post anterior: músicas preferidas, odiadas, apelidos secretos, músicas da nossa “banda”, recortes de revistas com figurinos e alusões ao rock, frases infelizes ditas pelos colegas, “O beijo do Pita” para as ações mais tontas que aconteciam a nossa volta, dentre milhares de etc.

Não me lembro de quando isso começou, sei que ainda não éramos tão populares e ainda não conhecíamos a Dani. Sei que um dia a idéia brotou e a Cá levou um caderno daquela antiga marca “Happy” com um bofe na capa que, naquele tempo, achávamos maravilhoso.

Os assuntos foram rolando automaticamente, começamos escrevendo os apelidos que dávamos às pessoas ou coisas para que ninguém soubesse do quem ou do que estávamos falando. Falávamos dos “gansos”, dos feios e bonitos, dos amores, desenhávamos, tínhamos muita imaginação e pouco português. Houve, também, o ódio e posterior amor pela música “O girassol” da banda Ira. De lá saiam tantas loucuras… Lembranças boas…

de lá saiam tantas loucuras...

***

Logo eu posto uma imagem do “Beijo do Pitta”.

Andarilhas do Frei

Sexta-feira, dia 7, quarta-feira, dia 11, eu me tornei uma expedicionária rumo à busca de presentes.

***

Dia 9 de outubro foi aniversário da minha irmã, meu namorado e eu resolvemos dar um presente que eu achei (depois confirmei) que ela adoraria: uma sapatilha Melissa do Jason Wu. Na mesma semana eu já havia pesquisado as lojas aqui pelo centro e descartado as que eu tinha certeza que não teriam. Chamei uma amiga para começar a busca.

A Jéssica é minha companheira de passadas, de salto alto, não tem preguiça de andar e, falou em compras, lojas ou tudo que lhe parece diferente, ela logo topa me acompanhar.

Então fomos nós até a estação Brigadeiro, pois eu sabia que lá perto havia uma loja numa galeria que vendia sapatos da nova coleção. Andamos “um cadinho” e, ao entrarmos na loja, recebemos a notícia de que não teria.

Certa de que eu ainda poderia encontrar aquele modelo, arriscamos ir atrás em outras duas lojas, antes, passamos para lanchar no Habibi’s, cuja comida nos estufou muito e a batata estava amarga (conclusão crítica minha e da Jé).

Andamos até o Frei Caneca, olhamos algumas vitrines, visitamos a primeira loja onde a menina nem sabia do que estávamos falando. Eu estava quase desistindo, mas como já estávamos ali, a Jé me convenceu a irmos à segunda loja. Ao deparar com a vitrine: ’batata’, lá estava o modelo tão procurado e demais outros que ficamos ‘secando’ até resolvermos entrar na loja.

Consegui adquirir a tão procurada. Terminamos comprando chocolate – Kinder Ovo – e descendo rumo ao Anhangabaú.

***

Quarta-feira, 11 de outubro – véspera do dia das crianças – minha amiga Saiane me chamou para ir com ela comprar os presentes das sobrinhas (dentre eles, uma Melissa).

Saímos do trabalho e passamos nas Lojas Americanas onde ficamos escolhendo bonecas de princesa para as sobrinhas da Sai em seguida, seguimos em busca de outro modelo de Melissa, fomos até a loja do Shopping Light e nada feito, acabamos novamente no Frei Caneca…

***

Essas amigas me fazem fazer cada coisa, andei tanto em cima do salto que, quando cheguei em casa, tive que colocar as pernas para cima. A Jé disse que foi castigo por eu tê-la feito andar tanto na sexta feira.

Fazer o que? O pior é que eu adoro, isso sempre é sinônimo de diversão…

Até a próxima!

Da minha irmã

Da sobrinha da Sai

Segredo entre mulheres

No sábado retrasado eu havia comprado ingressos para a peça de teatro “Segredo entre mulheres” após ver a resenha no guia semanal do jornal Folha de São Paulo.

Já havia marcado de assistir a um espetáculo com uma amiga há certo tempo, então resolvemos ir nessa última sexta-feira, 23/09.

Todas nós nos arrumamos, subimos nos saltos e fomos de encontro à diversão. Jantamos (lanchamos), tiramos fotos, conversamos, brincamos, bagunçamos tudo o que tínhamos de direito e pagamos micos em excesso.

Aos poucos éramos três turistas na Avenida Augusta tirando fotografias enquanto uma excursão de japoneses embarcava em uma vã, depois éramos três bobas dentro de um lindo hotel, mais adiante, três palhaças dentro de um banheiro (prefiro não comentar)…

Segredo entre mulheresEm minha opinião, a peça foi muito boa. O cenário era incrível, bem arquitetado e dava uma impressão de dimensão do ponto em que olhávamos (sentamos na terceira fila), possuía um toque meio japonês… O vento que desfolhou a árvore “do lado de fora” da janela levou a folhagem seca para dentro da sala cercada de estantes que, por vez, era o piso superior que levava ao corredor do quarto e à porta de saída. A iluminação era perfeita e, assim como a disposição de todo o cenário, estava em completa harmonia com os atos e expressões das atrizes e cenas.

O início da peça é um enigma, começa com uma tempestade seguida de sombras por trás de um tecido escuro e o desmaio de uma personagem.

Em seguida, temos a encenação de três lados, um onde percebi a amargura de uma mulher por uma perda e certo rancor, algo que a vida lhe trouxe; outro, a dor levada de um modo mais singelo, pelo otimismo e vivido pelas lembranças; o terceiro, a vivência de um amor precoce e tanto imaturo. Mas entre as diferenças têm algo que força a união desses lados.

As incógnitas que rondam o diálogo são decifradas aos poucos, através das conversas entre as mulheres que compartilham o amor por um mesmo homem que passou pela vida das três em diferentes fases da vida.

A primeira: simbolizaria um primeiro amor, o primeiro casamento. O casal teve um filho que morreu e, pouco tempo depois, o homem “abandona” a primeira esposa para viver com outra mulher.

A segunda: eu me recordo do fato dela não poder engravidar, o homem viveu com ela por um tempo onde também compartilhou as emoções e as recordações do primeiro amor.

A terceira: uma garota jovem que aparece grávida e a qual foi “ensinada” a amar as duas antigas esposas.

A morte e a saudade desse homem são brindadas pela união daquelas mulheres, que se apoiam umas às outras a fim de superar e manter esse amor.

Minha noite foi ótima, cheia de sorrisos, as considerações sobre a peça foram as melhores, esse encontro entre amigas foi um dos próximos que estão vindo: uma volta em Embu e um cine… adoooorooo…

Nós...

Sobre a peça: http://www.segredoentremulheres.com.br

To the company of my friends and to the party of this weekend

O churras na noite de sábado – com direito à drinks super elaborados pelos queridos Elizeu, Jhow e minha chara Aline – foi o máximo. Com direito a danças como “Põe, Põe” do É o Tchan, “Lua de Cristal” da Xuxa e “Maluco Beleza” do Raul, rolou muita loucura, Truco e boas gargalhadas, além de porres memoráveis, a Thais que o diga…

A bagunça foi tanta que sobrou para um repeteco no domingo após a arrumação da casa da Dani onde o pessoal ralou muito. Almoço com batidas, cervejas, churras e muito, mas muito alho…

****

Saturday the first part, Sunday part two…

Pass the weekends with friends is only gladness…

I love it all…

Let’s say that “ht” are represented by white …

Feliz Dia do Amigo!

“Hoje é um novo dia, de um novo tempo que começou” e que bom saber que vocês estão aí.

Hoje é o dia que eu gostaria de estar ao lado dos meus muitos de uma vez só.

O fato de ter muitos amigos como você é fundamental para mim. Cada um com o jeito especial que me faz amá-los para sempre… Adoro vocês por me permitirem compartilhar minhas viagens, loucuras, alegrias, tristezas, momentos infinitos. Tenho amigos que convivem comigo desde sei lá quando o que me faz acreditar que alguma coisa eu também consegui plantar nos jardinzinhos de corações… Agradeço a paciência de todos (muita)…

Para alguns eu sou mãe, para outros criança, para uns “a bebê”, para aqueles outros a Line, para os de lá a Li, para uns a Aline, para uma o “fedo”, para outros o marido (rsrsrs)… Todos, contem comigo forever.

À vocês que são a extensão da minha família aos quais valorizo tanto, um brinde…

Um feliz dia do amigo!

Amo vocês!

A “fuga do camburão”

Quando eu estava no CEDOM, estudava no período vespertino e, quase sempre, havia aulas vagas. Eu não tinha permissão para ir embora, pois minha irmã estudava no República e minha mãe viria nos buscar. Com isso, inventei uma atividade junto com umas amigas, o também proibido, mas feito, passeio pelos arredores do colégio.

 

 

 

 

 

Era sempre uma diversão percorrer aqueles caminhos “em bando”, íamos à pracinha, hoje sem bancos, escondida atrás da rua da caixa d’água (como conhecida pelos alunos) ou ficávamos vendo o jogo de futebol dos garotos na quadra de uma igreja que tinha lá.

 

 

 

 

 

Um belo dia umas amigas encontrara o “Canto do Junco”, uma alameda estreita e quieta atrás do SENAC, frequentemente caminhávamos por aquele lugar até que um dia…

 

 

 

 

 

 

 

 

Tinha uma amiga da turma que estava ficando com um garoto e, nesse dia, a sala dele também teve aula vaga (ou ele cabulou fugindo no meio dos alunos da nossa turma). Ideia de diversão e lugar para ficar perfeito? Cantinho do Junco. E para lá fomos nós…

Minha amiga foi para um cantinho ficar com o baixinho, longe da turma, pois tinha vergonha. Nós nos sentamos na calçada livre e ficarmos conversando (hoje essa calçada vaga tem casas construídas).

 

 

 

 

 

 

 

Acho que naquele tempo deveria haver uma onda de marginais e vândalos naquela rua porque eis que surge uma senhora (a qual eu só ouvi, não vi rosto por estar atrás de um murinho):

Senhora: O que vocês estão fazendo aí?

Carol: Nada.

Senhora: Ficam aí pichando.

Carol: A gente não tá pichando.

Senhora: Eu vou chamar a polícia!

Alguém do grupo: Ela vai chamar a polícia!

Levando em conta a possibilidade de ser buscada na delegacia pela minha mãe, levantei em um pulo.

Conclusão?

Eu me levantei e sai correndo a milhão dali, como se devesse alguma coisa – na verdade eu devia uma deixa de bronca para a minha mãe, mas não vem ao caso – atrás de mim veio minha best que perdeu a posição porque foi explicar pro casal o porque da correria e as outras foram arrancando atrás da gente e o casal por último..

Atravessamos correndo a Pedro Dol e entramos numa viela, todos ofegando e rindo da situação.