XINGU

Um tempo depois de lutar contra a preguiça de domingo em um dia de chuva, sai para assistir “Os Vingadores”, gosto estranho ao meu, mas eu faria a vontade da minha companhia…

Chegando ao Bourbon Shopping, não havia mais sessão. Optamos por assistir Xingu. Eu sabia que o filme não seria ruim devido aos trailers, documentários e divulgações gerais feitas na televisão.

Conclusão? O filme foi surpreendente. Toda a trajetória foi resumida sem que se perdesse no enredo ou parte da história. A luta dos Villas-Bôas pelos direitos indígenas foi bem colocada e fez com que eu refletisse muito.

Fato: Nós brasileiros valorizamos nossa cultura até que ponto? Quanto nos preocupamos verdadeiramente com nossa natureza? Até que ponto e a que custo vale-nos o “progresso”?

Nos voltamos tanto às culturas americanas, às tecnologias e aos “globalizados”, mas não enxergamos o que nos custa tentar ser como eles. Em nome do progresso os governantes passaram por cima das culturas, civilizações, das florestas… E ainda passam, afinal, o que nos permite o novo Código Florestal? O que está sendo feito em Belo Monte?

Esse filme me conscientizou ainda mais sobre a importância da preservação, da cultura dos povos e da valorização das diferenças existentes no território nacional.

Quebrem os preconceitos contra os nossos filmes nacionais, eles têm mudado para melhor… Essa é a minha propaganda gratuita para que todos assistam Xingu e, quem quiser, depois converse comigo sobre o assunto. Ainda tenho muitas ponderações a fazer, além das que eu já fiz no dia que eu assisti.