Margaret Thatcher, “a dama de ferro”

Nessa segunda-feira, véspera de feriado e dia útil na empresa em que trabalho, eu combinei de sair com meu namorado e meus afilhados de casamento.

Jantamos, conversamos e resolvemos assistir a uma sessão no agora Espaço Itaú de Cinema do shopping Bourbon.

 

A Dama de Ferro – 21h50

Margaret Thatcher tinha objetividade, força e preceitos que conseguiu levá-los consigo desde a infância e que a tornou grande, fazendo-a encarar firmemente os preconceitos de uma época onde os homens dominavam a política de uma forma plural e significativa.

Entrou no partido conservador e fez com que a ouvissem, tornando-se primeira-ministra.

O filme foi excelente. Eu pude aplicar as noções de história econômica que aprendi durante uma aula na faculdade.

Em 29 de outubro de 1929, a quebra da bolsa de Nova Iorque causou uma retaliação na economia do mundo, nada funcionava, não havia comércio aberto, não havia empregos. O pouco que as pessoas tinham, assim como o muito que possuíam os investidores, fora perdido.

Discutia-se a economia, mas os princípios liberalistas faziam com que o governo não se movesse para interferir para bem ou mal no andamento do mercado. A “mão invisível” levara o mundo à falta de dinheiro para se manter.

Embora o contexto do filme seja voltado à biografia, eu mergulhei na figura mulher e político-econômica de Margaret Thatcher no que diz respeito à postura e à recuperação do Estado, tentei achar o encaixe do ensino de história às tomadas interligadas aos pensamentos apresentados em flashes.

Durante a crise economia inglesa Margaret utilizou o Neoliberalismo, estudo da Escola Americana de Chicago, que, ao contrário da idéia Liberalista de retirar o governo do controle do mercado, dizia que o Estado poderia influenciar na economia, contanto que fosse para regularizar a situação e deixá-lo estável.

A princípio, a negação foi um grande desafio. Thatcher enfrentou os riscos iniciando o processo de privatização de empresas de energia elétrica que era a indústria que mais movia verbas devido ao alto consumo pela população.

Essa medida trouxe qualidade a preços elevados, mas que logo se regularizaram ao gerar concorrência e uma nova postura de governo.

Assim como li em um comentário na rede, ele poderia ser “O Discurso do Rei”desse ano – filme que gostei bastante – se relatássemos uma biografia histórica, mas um não se aplica ao contexto do outro.

“A Dama de Ferro” trouxe o lado bom do governo e quis apresentar Margaret Thatcher  ao público que  não a conhecia. É um ótimo filme, com a atuação excelente de Maryl Streep. Uma boa oportunidade das pessoas conhecerem um milímetro da história apresentada deficientemente nos ensinos básicos públicos.

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Melhor crítica: http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/2012/02/16/estreia-a-dama-de-ferro/

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Metamorfose

Eu tenho a irritante mania de me fazer presente quando o comparecimento é desnecessário. Tenho o mau hábito de ser impulsivamente amiga. Tenho aquela coisa insistente de retrucar grosserias, de falar e fazer o que faço sem pensar. Sou aquela que alguns querem do lado, outras nem tanto. Passo a todos o meu estado de espírito por transparecer através de um sorriso amargo ou, até mesmo, pelos gestos, sentidos ou qualquer outro tipo de emoção. Tenho a constância do amor e da paixão a primeira vista, a força do apego. Sentimentos de desgosto que sessam com o calor da amizade que levo pra vida toda. Tenho ferro nas mãos e chamas no coração. Tenho delírios e maldade temperados com inocência. Não sei e nem quero crescer mais do que hoje. Eu sei que os sonhos tendem a ser esquecidos ou não realizados, tornando-se apenas ilusões ao alcançar outro objetivo, ainda sim faço ser sonho tudo o que vivo. Amadurecer é fato que nos é imposto pelo mundo, mas a mim não exijo. Às vezes, muitas vezes, constantemente, sou alegre com tristezas por dentro ou, talvez seja triste com alegrias. Se eu choro e fico nervosa, minha pressão arterial sobe e causa tensão nos olhos, dores fortes na nuca e na cabeça que só passam após uma noite de sono acordando restaurada ou em melhores condições para uma nova luta. Eu mesma não me defino em nada por ser inconstante. Sou eu, simplesmente.

Aline