XINGU

Um tempo depois de lutar contra a preguiça de domingo em um dia de chuva, sai para assistir “Os Vingadores”, gosto estranho ao meu, mas eu faria a vontade da minha companhia…

Chegando ao Bourbon Shopping, não havia mais sessão. Optamos por assistir Xingu. Eu sabia que o filme não seria ruim devido aos trailers, documentários e divulgações gerais feitas na televisão.

Conclusão? O filme foi surpreendente. Toda a trajetória foi resumida sem que se perdesse no enredo ou parte da história. A luta dos Villas-Bôas pelos direitos indígenas foi bem colocada e fez com que eu refletisse muito.

Fato: Nós brasileiros valorizamos nossa cultura até que ponto? Quanto nos preocupamos verdadeiramente com nossa natureza? Até que ponto e a que custo vale-nos o “progresso”?

Nos voltamos tanto às culturas americanas, às tecnologias e aos “globalizados”, mas não enxergamos o que nos custa tentar ser como eles. Em nome do progresso os governantes passaram por cima das culturas, civilizações, das florestas… E ainda passam, afinal, o que nos permite o novo Código Florestal? O que está sendo feito em Belo Monte?

Esse filme me conscientizou ainda mais sobre a importância da preservação, da cultura dos povos e da valorização das diferenças existentes no território nacional.

Quebrem os preconceitos contra os nossos filmes nacionais, eles têm mudado para melhor… Essa é a minha propaganda gratuita para que todos assistam Xingu e, quem quiser, depois converse comigo sobre o assunto. Ainda tenho muitas ponderações a fazer, além das que eu já fiz no dia que eu assisti.

“Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez.” – Jean Cocteau

Esses dias essa frase voltou a minha cabeça. Nem me lembro ao certo quando foi que a ouvi, mas lembro que eu era nova e não entendi o sentido dela.

Hoje em dia, essa é uma das citações “clichês” que mais me motiva.

O que significa? Basicamente empreender seguido de inovar, realizar… Isso, claro, com objetivo, metas de conclusão, pois nada pode ser feito sem isso (“foi lá e fez” e realizou, e concluiu).

Nós somos as pessoas que colocamos o bloqueio do impossível em nossas mentes, mas nada é impossível. Todos nós temos a chance de modificar as coisas para melhores condições com planejamento e com o objetivo necessário para concluir projetos e obter um novo resultado. Todos nós também temos condições de mudar o rumo, as direções e, por que não, mudarmos as nossas vidas.

Depois de algumas leituras e experiências, aprendi que o ser humano tem medo de mudanças, de arriscar uma estabilidade, medo do novo. Isso muitas vezes nos leva a estagnar objetivos, ou a esquecer dos sonhos por serem difíceis de concluí-los.

O ato de acomodar tem inúmeros significados dentre os quais eu ilustro com as palavras: sossegar, concordar, adaptar, aquietar, deitar, anuir, ceder, resignar-se, etc. “Acomodar” é conformismo, é aceitar a situação do jeito que está, ainda que ruim, por acreditar que não pode melhorar. Aí eu pergunto, há como melhorar se não corrermos atrás do prejuízo para saná-lo? Há como prosperar sem sair do lugar, da zona de conforto e buscar o que se quer?

Sem perdas não existe ganhos, desistir de algumas coisas na vida é fundamental para que se conquistem outras. Não é sempre que poderemos arcar com as duas opções, uma hora uma delas se volta contra nós e seremos obrigados a escolher.

Daí eu entro com o famoso e velho dito popular: “Quem não arrisca não petisca”.

Ilustrando "A Flor e a Náusea" do Drummond

É incrível observar quantas pessoas ficam paradas e esperando o impossível acontecer; esperando que as coisas surjam do nada sem que se busque por elas, sem que se empenhe em conquistá-las. Em raríssimos casos essas coisas acontecem, Deus não consegue executar um milagre do céu sem que o homem o auxilie na terra.

 Todos nós temos o dom de realizar, de ir lá e fazer acontecer. O impossível é uma barreira que nos impomos a todo o momento para direcionarmos os nossos medos para outro lugar.

Prosperar é um ato digno de TODAS as pessoas, por menos privilegiadas que tenham nascido, para tanto, é necessário que a pessoa levante, sacuda a poeira para dar a volta por cima, não se esquecendo dos princípios, do respeito e da ética, claro.

O Frio está Acordando

Confesso que não há coisa melhor do que acordar de manhã, olhar para a janela e ver o pai sol sorrindo e refletindoaquela luz fantástica. Eu levanto disposta, escolho minhas roupas de verão, o sapato preferido, monto a combinação e saio de casa com todo o humor do mundo.

O friozinho é o tempo dos cinco minutinhos. Dá uma preguiça enorme de levantar da cama, mas, hoje em dia, eu tenho muitas coisas a favor dele.

Para mim, ir ao Starbucks no verão beber frapuccino é uma delícia, mas sequer posso comparar com o inverno. Eu adoro aquelas bebidas quente preparadas com ingredientes como chocolate, canela e chantili, essências de baunilha, caramelo, doce de leite, misturadas ao tradicional café. E a vantagem é que todo o sistema de preparo pode ser contra-pedido, eles preparam da forma que quisermos, além do ambiente fazer com que eu me sinta como se estivesse em outro país.

Outra opção que conheço e adoro é o Fran’s Café. Lá vendem, em proporção menor, cafés variados e preparados com misturas tradicionais, tem um cardápio diversificado e um ambiente confortável.

Além disso, ainda tem a opção de preparar, em casa, a própria bebida. Às vezes, pela manhã, eu espanto a preguiça e o sono com um chocolate quente ou uma mistura pronta de capuccino onde eu sempre utilizo menos água para deixar superconcentrado.

Bom, eu sou suspeita para falar, eu adoro cafés e chocolates artesanais, enfeitados, contendo misturas diferentes. 

 O frio e meu antigo probleminha pessoal com o espelho.

 No frio a minha estima ia de cinco a zero junto com a variação da temperatura. Eu não achava roupas que me deixassem bonita, não achava graça em me maquiar, não queria fazer nada. Só pensava em cobertor. Até que comecei a procurar me concentrar para melhorar isso.

Investi nas lãs tipo suéter, de golas altas, modelos com golas diferentes, tempos depois comprei blazers, uma jaqueta de “couro”, algumas camisas, lenços, cintos. Em fim…  Em cerca de três anos, assim mesmo, aos poucos, refiz um guarda roupa de inverno, lembrando de realizar as doações às entidades filantrópicas daquilo que não nos for mais útil e estiver em bom estado.

Hoje, tenho alguns looks, consulto a internet para ver o que eu posso fazer com aquilo que tenho e me maquio.

A gente tem que ousar. Eu me permito usar de tudo. Aquela bota montaria que eu achava que só ficaria bem nos outros, aquele lenço xadrez ou com brilho, aquele gorro ou boina coloridos. Delineador (que aprendi a usar), batom vermelho (e por que não?).

As pessoas que não me conhecem ainda comentam, olham, mas não me importo porque a fase mais difícil que é a de se aceitar já passou.

Ainda ouço: nossa, eu não tenho coragem de usar. Gente, isso é só um gorro, um batom…

Adotei a política do “E por que não?” e já consegui passá-la a algumas pessoas.

Margaret Thatcher, “a dama de ferro”

Nessa segunda-feira, véspera de feriado e dia útil na empresa em que trabalho, eu combinei de sair com meu namorado e meus afilhados de casamento.

Jantamos, conversamos e resolvemos assistir a uma sessão no agora Espaço Itaú de Cinema do shopping Bourbon.

 

A Dama de Ferro – 21h50

Margaret Thatcher tinha objetividade, força e preceitos que conseguiu levá-los consigo desde a infância e que a tornou grande, fazendo-a encarar firmemente os preconceitos de uma época onde os homens dominavam a política de uma forma plural e significativa.

Entrou no partido conservador e fez com que a ouvissem, tornando-se primeira-ministra.

O filme foi excelente. Eu pude aplicar as noções de história econômica que aprendi durante uma aula na faculdade.

Em 29 de outubro de 1929, a quebra da bolsa de Nova Iorque causou uma retaliação na economia do mundo, nada funcionava, não havia comércio aberto, não havia empregos. O pouco que as pessoas tinham, assim como o muito que possuíam os investidores, fora perdido.

Discutia-se a economia, mas os princípios liberalistas faziam com que o governo não se movesse para interferir para bem ou mal no andamento do mercado. A “mão invisível” levara o mundo à falta de dinheiro para se manter.

Embora o contexto do filme seja voltado à biografia, eu mergulhei na figura mulher e político-econômica de Margaret Thatcher no que diz respeito à postura e à recuperação do Estado, tentei achar o encaixe do ensino de história às tomadas interligadas aos pensamentos apresentados em flashes.

Durante a crise economia inglesa Margaret utilizou o Neoliberalismo, estudo da Escola Americana de Chicago, que, ao contrário da idéia Liberalista de retirar o governo do controle do mercado, dizia que o Estado poderia influenciar na economia, contanto que fosse para regularizar a situação e deixá-lo estável.

A princípio, a negação foi um grande desafio. Thatcher enfrentou os riscos iniciando o processo de privatização de empresas de energia elétrica que era a indústria que mais movia verbas devido ao alto consumo pela população.

Essa medida trouxe qualidade a preços elevados, mas que logo se regularizaram ao gerar concorrência e uma nova postura de governo.

Assim como li em um comentário na rede, ele poderia ser “O Discurso do Rei”desse ano – filme que gostei bastante – se relatássemos uma biografia histórica, mas um não se aplica ao contexto do outro.

“A Dama de Ferro” trouxe o lado bom do governo e quis apresentar Margaret Thatcher  ao público que  não a conhecia. É um ótimo filme, com a atuação excelente de Maryl Streep. Uma boa oportunidade das pessoas conhecerem um milímetro da história apresentada deficientemente nos ensinos básicos públicos.

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Melhor crítica: http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/2012/02/16/estreia-a-dama-de-ferro/

Amor Livre

Porque eu, Aline, amo e defendo qualquer forma de amor…  Defendo o amor do momento, o amor do para sempre, o amor entre homens e mulheres, o amor entre homens e homens, o amor entre mulheres e mulheres, o amor na singela forma que cada um exprime, ao próprio modo…

O amor verdadeiro, perene, aquele não agride, aquele que não julga nem condena, o amor incondicional, o amor dos relacionamentos, o amor que não mata, não fere, o amor humilde, o amor vívido.

Porque eu, Aline, amo, amo, amo, ainda que errada, como ser imperfeito, ainda que injusta, ainda que julgando e julgada, busco amar com a alma…

Porque esse amor, o tal ágape tão citado agora, não tem forma certa, não tem jeito certo, só se sente, só se ama, ainda que infinitamente enquanto durar…

Inspirado em um grande amigo,

Inspirado em livros,

Inspirado em Deus…

 

Donana – Entre amigos

Tudo começa com a Aline querendo ir a algum lugar na véspera de feriado. O Wellington me convida a entrar num grupo que iria ao teatro. Durante a tarde eu não obtive retorno se ele conseguira me ingresso.

Resolvi mandar um torpedo para a Thais para saber onde ela estaria naquela noite. Saí com a Sai e a Tati para comprar um presente. Quando eu estava no shopping, recebo a ligação do Fê gritando para eu voltar porque conseguiram o meu ingresso. A novela ficou entre o teatro e o cinema com a Thaís.

Como a Thaís ia passar na faculdade, eu fui encontrar o pessoal no teatro. Estava com fome e vontade de usar o banheiro enquanto faltava apenas um sinal para iniciar o ato, mas em fim…

Assistimos Don’Ana. A peça foi uma boa e longa comédia dramática. No começo, rimos horrores, depois queríamos matar a velhinha, pois o incessante drama de vida não acabava mais.

O dilema nos apresentava uma senhora que era “feliz” com a vida versus aquela que desejava a morte para escapar da solidão que a assolava desde a morte do marido e casamento dos filhos.

Pena as fotos terem ido embora junto com o ladrão da câmera da minha amiga Dé Passareli.