A tortura do dia que eu não poderia deixar de compartilhar hoje

foto

Anúncios

Flashback – Livro de Sonetos

 Resolvi ler alguns poemas literários na internet, coisa que não fazia há certo tempo. Me deparei com um soneto de Vinicius, daqueles que aquece o coração e traz inspiração.

O “Livro de Sonetos” – esse aí da fotogradia – fez a minha cabeça durante toda a minha adolescência, acredito que, entre a 5ª e 8ª série no colégio, eu devo ter locado umas dez vezes na biblioteca da escola. Eu copiava os poemas em um caderno, o mesmo que eu utilizava para escrever meus textos e pensava em poder dedicá-los um dia (que já chegou, mas não é esse o caso)…

Quando eu lembrei desse livro não tive outra ideia a não ser procurá-lo no site do “Sebo do Messias”, onde eu encontrei um exemplar novo por menos de R$ 12,00. Comprei.

Agora, entre os meus livros, eu tenho um que eu sempre quis comprar desde antes de dar a importância que todos os livros têm na minha vida. Ele é o meu livro de cabeceira, para momentos felizes e para momentos nem tão felizes assim.

Será o vizinho do meu Pessoa, irá recepcionar o Quintana e o Neruda assim que eu comprá-los…

Voltei ao mundo da poesia…

 

Soneto da Rosa

Mais um ano na estrada percorrida
Vem, como astro matinal, que a adora
Molhar de puras lágrimas de aurora
A morna rosa escura e apetecida.

E da fraglante tepidez sonora
No recesso, como ávida ferida
Guardar o plasma múltiplo da vida
Que a faz materna e plácida, e agora

Rosa geral de sonho e plenitude
Transforma em novas rosas de beleza
Em novas rosas de carnal virtude.

Para que o sonho viva de certeza
Para que o tempo da paixão não mude
Para que se una o verbo à natureza.

Vinicius de Moraes

Dissertando sobre uma frase conclusiva entre a Camila e eu

Nossa, fazia uma cara que eu estava para fazer essa publicação, tanto que foi em uma sexta-feira que tirei banco de horas no serviço e tinha marcado de ir à sorveteria com a Camila, no outro dia, fez um friozinho chato e resolvemos ficar na casa dela comendo brigadeiro e conversando. Aquela tarde foi legal, me lembro que fiquei com medo de me perder no trajeto entre a casa dela e a Barra Funda, além de termos sido cobaias de um chocolate em pó estranho.

capa

Nesse dia, cometi outro ato consumista: alimentei o meu vício comprando um exemplar até então recém lançado do livro da Charlotte Bronte, o clássico literário Jane Eyre. Conclusão? Hoje ainda evito entrar em livrarias, pois tenho muito o que ler.

***

Inicianto o texto a que o título se refere, segue o original, datado no meu pen drive de 25/07/2011…

 

 

Dissertando sobre uma frase conclusiva entre a Camila e eu nessa sexta.

Adorei revê-la e passar à tarde com você…

Melancia com farofa – Dentre todo o repertório, podemos encontrar: De quem é esse jegue, Besame mucho, O banquinho da bicicleta, Ai minha mãe e outras pérolas…

Ao reler o “caderno” com a Cá, mal acreditei nas coisas que fazíamos, confesso que algumas são passíveis de adolescentes, mas outras, dignas de sarro…

Relembramos as situações ocorridas no “caderno” bem como quando todos na sala tinham apelidos estranhos (com exceção da gente, muito obrigada por isso) e concluímos que naquele tempo não existia essa mídia sobre bulliyng: ou o cara era forte e ignorava as piadas ou ele seria forte…

Eu não me lembro de nada cruel por parte da turma e, pelo contrário, todos eram amigos e a maioria tinha apelidos. A coisa só era complicada quando envolvia futebol ou quando uma menina ficava com meninos de outras meninas, a ridícula “briga por machos” que nunca nos envolvemos…

Estamos progredindo em alguns aspectos, não acha? Hoje a mídia divulga situações de discriminação e muitos vídeos são encontrados no youtube para conhecimento de fato.

Imagino o quanto é depreciativo o ponto em que os tratamentos para com outros chegou, não discuto a famosa abordagem “xenofobia, homofobia, etc.” até porque todos conhecem a minha visão, ou melhor, aversão, sobre isso: atitude repulsiva e inconcebível. Mantenho o meu direito de me espantar com certos comportamentos onde percebo a natureza de um bicho-homem (não animal, coitado destes) se manifestar dentro das pessoas (pessoas?) sem o cultivo do amor ao próximo e a indiferença pelos sentimentos dos outros.

Com relação aos escárnios sofridos pelos jovens, casos que são explorados e adotados pela mídia a fim de obter ibope e, ao mesmo tempo, se manifestar por meios legais e, até então, livres, a fim de obter alguma posição da sociedade e mobilizar todos a atentar-se a essa realidade corriqueira, cobrando atitudes e atenção a esse comportamento que está construindo o adulto de amanhã e, comummente vivida em todo o canto do mundo, ufa, verifico a inconformidade das medidas educacionais base no país. Sei que isso é comum no mundo, por vezes ouço dizer “ah, isso acontece sempre nos Estados Unidos”, acredito que o dia em que o Brasil puder caminhar por si sem abanar a calda para comparações externas, buscando se entender e, como tal, tratar o povo sem comparativos focando na necessidade e providência, deixará de ter apenas indignações visto a possibilidade de erradicar essas situações não somente levantar questões e colocá-las na “prateleira de pendências”.

Também se podem observar nessa “prateleira das pendências” os espelhos da educação do povo que circula pelas ruas da cidade: a população não se conforma em só em ser desrespeitado pelos governantes, como também usam essa atitude faltando com respeito aos demais como ele.

O que digo pode ser exemplificado de várias formas, mas escolhi a seguinte: podemos chamar de falta de respeito ao trabalho o descaso pelos cidadãos que prestam serviços de limpeza nas vias públicas. Se temos como evitar o ato de jogar o lixo em ruas, córregos e vegetação, por que o fazemos? Por que buscamos chegar ao ponto de entupir os bueiros e canais? Ainda posso ir mais longe: Se fazemos isso, por que no indignamos ao assistir na televisão os alagamentos e prejuízos às famílias atordoadas e chorosas se somos nós os indivíduos que jogam a “sacola inocente”? É claro, nosso lixo é tão magnânimo que não seria capaz de se arrastar com o vento e/ou com a chuva até um canal de escoação de água.

Outro exemplo é o dia a dia: nos deparamos com o maior padrão de educação nas estações de trem. A princípio notamos esse alto nível vindo do governo, depois o das pessoas, quem pega trem seis horas da tarde na estação da Luz ou Sé sabe do nível dez de respeito e educação que estou falando.

A educação não parte da escola, e sim da base e valores empregados na vida para que se constitua um alicerce na mente daquele que está se formando e para que estes não se tornem os educados cidadãos que encontramos hoje. É certo que a idéia é tanto utópica, pois desde que me entendo por gente, o mundo é dessa forma e isso vem desde os princípios portugueses da colonização. Sempre existirá a classe da “gente diferenciada” não enxergada por conveniência, que terá que sofrer e correr atrás de oportunidades enfrentando as dificuldades e desrespeitos.

A ausência dos olhos que enxergam o outro, de pensar que podemos prejudicar direta e indiretamente os outros sendo por agressões ao ambiente ou tantas outras formas de desrespeito, nos diminui humanamente, se enxergarmos os problemas dos outros muitas vezes poderemos perceber que os nossos não são os maiores fardos do mundo.

Obrigada pela inspiração, Cá…

Ainda no mundo de Sofia

Estou maravilhada com as descrições e conhecimentos que esse livro me passa, as teses filosóficas, literárias, religiosas, as explicações teológicas, tudo, me impressiona e me faz entender perfeitamente o que a frase introdutória quis dizer.

Goethe tinha razão, visto do pondo de vista de Gaarder, quando ele dizia “Quem, de três milênios, não é capaz de se dar conta vive na ignorância, na sombra, à mercê dos dias, do tempo”. Ele fala sobre conhecimento.

O conhecimento é o ponto mais quisto e “supostamente” adquirido pelo homem, ele não busca novas visões quando tem a própria, não amplia pensamentos, se fecha e, com isso, ignora a infinidade de informações ao redor. É necessário aprender, buscar o significado das coisas para que não vivamos em prol de nada, sem saber, esperando a vida levar e ponto.

Sobre a famosa “só sei que nada sei”, tenho a dizer que Sócrates foi, sem dúvida, o filósofo que conseguiu desfragmentar a mente do homem. Como podemos afirmar opiniões sem conhecer a do outro, achando que sabemos de tudo? A forma mais singela de demonstrar sabedoria é admitirmos a ignorância sobre o vasto campo de conhecimento, em todas as áreas há sempre um mistério que não ousamos tocar, pensar, apenas concebemos uma ideologia que impomos a nós mesmos a fim de confortar as dúvidas que não têm solução.

Quanto pesquisarmos sobre assuntos que achamos que sabemos, perceberemos o quão grande eles são a ponto de vermos que o que conhecemos não é nada além mínimo percentual daquilo que o contexto quer mostrar.

 

Pode parecer viagem e eu poderia ir ainda mais longe, chegando mais perto da ponta da pelagem de um coelho branco tirado da cartola preta do mágico chamado Universo.

Imaginem o quão longe a louca aqui ainda pode ir… “só sei que nada sei”…

Amargura

RosaA cada dia que foi passando ela ficou mais distante dele. Ela mal conseguia olhá-lo nos olhos para perceber que a paixão ainda queimava dentro dele…

…Em uma noite de verão, estação do ano que mais gostava, ela se casou com ele e decidiu abandonar as ilusões de menina para viver, dali em diante, aquilo que todos queriam que ela vivesse…

Certa tarde, não havia mais nada a fazer, deitou-se para assistir a televisão e pegou no sono… Aquela que estava ali era ela, mas com uma aparência diferente, tinha os passos e o olhar leve, parecia uma concha inversa, reluzindo o valor da pérola e internando aquilo que a verdadeira ela de carne e osso se transformara. Aquilo parecia real, a mulher que rompia os véus, deitava na grama, sorria, cantava, rodava, lembrando a Alice no jardim de um país de maravilhas. O plástico virara raio de sol e agora era terapia para uma pele ausente de toque e cheia carinho superficial.

Acordara e vira que tudo era falso, o mundo era cinza e a matéria, que era aquela vida, se tornava cadente, cheirava a queimado e pesava feito chumbo. O aço corroia a única parte que era flor, o sal que ingeriu ao meio-dia saiu pelos olhos junto com a água que bebeu e foi então que percebeu o erro do início da história. Não protagonizou a verdade, mas covardia de não enfrentar, não optou por encarar a perda. Diante do enredo se calou e ali se fechou, a flor que tinha no coração murchou, nunca mais desabrocharia e viveria a dedicar-se ao nulo, ao que nada significava, até ser reprimida e abandonada.

Uma vez, no tanque de casa se ouviu resmungar: feliz da Macabéa de Clarice, inocente e ansiosa teve a sina triste ao final, pois só no céu poderia se realizar e para lá ela foi. Voltou a esfregar o tecido, acordando do devaneio porque teria que preparar o jantar.

Aline

Com base na personagem Edna do enredo “O Tamanho do Céu” de Thrity Umrigar, no entanto, sem relações com o verdadeiro texto do livro.

 

 

Imagem do blog: http://giovanadfl.blogspot.com/

Orgulho e Preconceito: Meu livro preferido

Apaixonada pela autora, eu busquei o segundo título depois de ler “O Vendedor de Sonhos” do Cury. Fui para o consagrado “Orgulho e Preconceito”, obra mais lida e conhecida da J. A.. A conclusão que tirei após concluí-lo a qual saí correndo para contar a uma amiga que estava na sala do lado foi: “Lu, esse é o melhor livro que já li na vida!”. Considerando que li bastante livro, ela respondeu: “Nossa, então me empresta”. Conclusão? Ela amou. A opinião da autora sobre os hábitos da sociedade é ainda mais transparente. Ela aborda tudo com clareza quando fala da arrogância, ignorância, do poder que as pessoas ricas acham que podem exercer sobre os menos favorecidos e coloca uma heroína a se contrapor ao padrão. Elizabeth se tornou meu eu naquele livro (que estranho), mas ela se constrange perante a ignorância que a própria mãe demonstra diante das pessoas, a notória forma de “vender” uma filha. Não tenho o que comentar sobre o enredo, a não ser que leiam e conversem comigo, pois não encontro outra palavra para defini-lo. Sem falar no Mr. Darcy e na história romântica que não desenrola o livro inteiro te deixando com borboletas no estômago… Meu livro preferido da minha autora preferida: Orgulho e Preconceito – Jane Austen.

 

Aliás, quando eu redigi esse texto, não tinha visto o filme de 2005, emprestado pela Cá, após nosso último encontro de troca de coisas, eu adorei, principalmente por ele ser praticamente fidedigno ao livro.

É, sem dúvida, o melhor…

Jane Austen forever

Sobre o início da paixão pela minha autora preferida

Muitos me vêem apaixonada por livros, literatura, artes, etc., mas poucos sabem qual a minha autora preferida. Não tenho um segmento certo para escolher meus livros, geralmente eles me escolhem ou são indicados por alguns amigos. Na verdade, é sempre mais fácil dizer quais os que não tenho vontade de ler. Meu vício por leitura sempre me leva às livrarias, ainda que apenas para olhar as capas e ficar na vontade de sair com sacolas de lá, por esse motivo, quando passo, mal olho a resenha dos que me interessam.

Descobri minha autora praticamente sem querer. Eu havia acabado de ler a série Crepúsculo (não me julguem por isso), quando aceitei acompanhar uma amiga à Saraiva na hora do meu almoço, no meio das pilhas e enquanto ela olhava o que queria, eu encontrei uma promoção de títulos de uma autora cujo nome me era familiar, mas não me lembrava de onde, e os títulos me chamaram a atenção. Procurei escolher alguma coisa, já que todos estavam de R$ 49,90 por R$ 9,90 – hoje me pergunto por que não comprei todos. Escolhi “Razão e Sensibilidade”, levei o exemplar comigo à faculdade e mostrei ao meu professor de redação que fez mil elogios, dizendo que eu adoraria os livros dessa autora. Iniciando a viagem, vi que estava presenciando uma história de séculos atrás, vislumbrava na minha mente as cenas como se fossem um filme e as personagens como se fossem pessoas do meu convívio social. A realidade descrita por aquela autora incrível me transmitia alguma coisa que me fazia viajar e ao mesmo tempo comparar o texto com a realidade. Desde então, fiquei maravilhada com aquela autora e busquei inúmeras referências, até encontrar um blog (Jane Austen em Português) que me trouxe tudo o que eu precisava para viciar: a história, os filmes antigos, as séries, os títulos.

E aí surge a minha autora preferida, Jane Austen. Embora eu ame os romances de Shakespeare, os livros da Clarice, as biografias, a literatura brasileira, o meu coração foi conquistado por essa inglesa.

“Razão e Sensibilidade” conta a história de duas irmãs que ficaram órfãs e foram educadamente postas para fora da grande casa onde viviam para morarem em um chateu.

Eu disse que trata-se de duas irmãs a exemplificar a história, pois a família delas contava com uma mãe preocupada e a irmã caçula. Elinor Dashwood, irmã mais velha, tinha uma paixão antiga por Edward Ferrars a qual achava que era correspondida até ser contradita por uma noiva do rapaz que surgiu em um jantar de família. Mariane Dashwood, a do meio, se apaixona por Willoughby, um rapaz que arrebatou-a de tal forma, que a garota agia com uma paixao exasperada do início ao fim.

Em Elinor encontramos a acolhedora voz dos conselhos, a razão. Em Mariane, a sensibilidade, que, ao meu ver, às vezes me parecia algo imaturo e, em outras traduções do livro, o título lhe coube melhor : “Razão e Sentimento”.

Mais informações no blog da Raquel: www.janeausten.com.br

Encontrei esse Blog para verificarem uma resenha: http://mardehistorias.wordpress.com/2010/03/26/resenha-razao-e-sensibilidade/