Happy Birthday to Me

Aquele momento que você percebe que passou 23 min da meia noite e que você deu um passo a mais para os 30 anos! kkkk

Mais um ano de vida, mais um explendor de Deus, que me abençoou e me deu oportunidades únicas, cada qual com sua importância. E, ainda que muito eu reclame ou que eu não as tenha aproveitado, sei que ainda reclamarei,ainda ignorarei muitas coisas, mas sei que terei sempre graças…
As tristezas do ano que passou não foram nada, doeram, passaram por mim e foram embora. Mas as alegrias são minhas lembranças eternas: minha família, meus old, best e forever amigos (segunda família) rsrs, meu namo, meus novos amigos, minha vida, minhas novas chances, meus novos dias, meu novo despertar…

Estou pronta para mais um ano, Deus… Viva os 23 e que venha o próximo! Todos terão que me engolir! rsrs

Diversidade, respeite

 Tem gente que dá audiência a tanta idiotice, valoriza cada insanidade, não visa as consequências e não consegue medir o impacto…
Vise a cultura culta e aquilo que acrescenta, elimine aquilo que instiga a violência, a imoralidade do ponto ético do ser humano e não apenas de si, elimine os incentivos aos preconceitos em todos os sentidos, pois muitas vezes o que lhe parece brincadeira, pode ser ofensivo aos outros. Cultive a saúde ao invés daquilo que a prejudica física e internamente.
Cultive a cultura culta
Valorize-se, mas aprenda que os outros também importam…

Inspirada por Elizabeth Bishop

Não me lembro mais o dia, faz tempo. Mas me recordei agora da beleza da história de uma poetisa que eu não conhecia, mas alguma coisa despertou a minha vontade de saber quem era.

Entrei no Eva Herz, o teatro da Livraria Cultura, para assistir “Um Porto para Elizabeth Bishop”. O cenário estava limpo, tinha um balcão e uma sala de estar. Seria um monólogo, talvez monótono, mas a Regina Braga me convidou com aqueles olhos lindos.

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Desembarcou em um porto, atônita e confusa, sem querer estar nesse país, mas já estando. Uma americana perdida em solo brasileiro. Vivenciou o modernismo, conviveu em um mundo de arte se apaixonou pela mulher de uma amiga, a quem amou fielmente. Em uma fase da vida, deprimida com a ausência contínua da amada Lota que se envolvera com política, não conseguia escrever, vivia esperando o dia que em ela, Lota, voltaria de viagem para passar uma tarde ou duas.

Cenas depois, o casal é separado pela morte de Lota. Elzabeth, depois da tristeza, escreve o mais famoso e belo poema que encerra o espetáculo:

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A Arte

A arte de perder não é nenhum mistério
tantas coisas contém em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouco a cada dia. Aceite austero,
a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois, perca mais rápido, com mais critério:
lugares, nomes, a escala subseqüente
da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. Um império
que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudades deles. Mas não é nada sério.
Mesmo perder você (a voz, o ar etéreo, que eu amo)
não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser um mistério
por muito que pareça (escreve) muito sério.

Elizabeth Bishop

A peça não está mais em cartaz, mais foi uma ótima recordação que não havia escrito aqui.

 

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Fotos da peça
http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/2900-um-porto-para-elizabeth-bishop#foto-57110

Fotos da casa de Elizabeth
http://casavogue.globo.com/interiores/a-casa-de-elizabeth-bishop-no-brasil/

Flashback – Livro de Sonetos

 Resolvi ler alguns poemas literários na internet, coisa que não fazia há certo tempo. Me deparei com um soneto de Vinicius, daqueles que aquece o coração e traz inspiração.

O “Livro de Sonetos” – esse aí da fotogradia – fez a minha cabeça durante toda a minha adolescência, acredito que, entre a 5ª e 8ª série no colégio, eu devo ter locado umas dez vezes na biblioteca da escola. Eu copiava os poemas em um caderno, o mesmo que eu utilizava para escrever meus textos e pensava em poder dedicá-los um dia (que já chegou, mas não é esse o caso)…

Quando eu lembrei desse livro não tive outra ideia a não ser procurá-lo no site do “Sebo do Messias”, onde eu encontrei um exemplar novo por menos de R$ 12,00. Comprei.

Agora, entre os meus livros, eu tenho um que eu sempre quis comprar desde antes de dar a importância que todos os livros têm na minha vida. Ele é o meu livro de cabeceira, para momentos felizes e para momentos nem tão felizes assim.

Será o vizinho do meu Pessoa, irá recepcionar o Quintana e o Neruda assim que eu comprá-los…

Voltei ao mundo da poesia…

 

Soneto da Rosa

Mais um ano na estrada percorrida
Vem, como astro matinal, que a adora
Molhar de puras lágrimas de aurora
A morna rosa escura e apetecida.

E da fraglante tepidez sonora
No recesso, como ávida ferida
Guardar o plasma múltiplo da vida
Que a faz materna e plácida, e agora

Rosa geral de sonho e plenitude
Transforma em novas rosas de beleza
Em novas rosas de carnal virtude.

Para que o sonho viva de certeza
Para que o tempo da paixão não mude
Para que se una o verbo à natureza.

Vinicius de Moraes

XINGU

Um tempo depois de lutar contra a preguiça de domingo em um dia de chuva, sai para assistir “Os Vingadores”, gosto estranho ao meu, mas eu faria a vontade da minha companhia…

Chegando ao Bourbon Shopping, não havia mais sessão. Optamos por assistir Xingu. Eu sabia que o filme não seria ruim devido aos trailers, documentários e divulgações gerais feitas na televisão.

Conclusão? O filme foi surpreendente. Toda a trajetória foi resumida sem que se perdesse no enredo ou parte da história. A luta dos Villas-Bôas pelos direitos indígenas foi bem colocada e fez com que eu refletisse muito.

Fato: Nós brasileiros valorizamos nossa cultura até que ponto? Quanto nos preocupamos verdadeiramente com nossa natureza? Até que ponto e a que custo vale-nos o “progresso”?

Nos voltamos tanto às culturas americanas, às tecnologias e aos “globalizados”, mas não enxergamos o que nos custa tentar ser como eles. Em nome do progresso os governantes passaram por cima das culturas, civilizações, das florestas… E ainda passam, afinal, o que nos permite o novo Código Florestal? O que está sendo feito em Belo Monte?

Esse filme me conscientizou ainda mais sobre a importância da preservação, da cultura dos povos e da valorização das diferenças existentes no território nacional.

Quebrem os preconceitos contra os nossos filmes nacionais, eles têm mudado para melhor… Essa é a minha propaganda gratuita para que todos assistam Xingu e, quem quiser, depois converse comigo sobre o assunto. Ainda tenho muitas ponderações a fazer, além das que eu já fiz no dia que eu assisti.

“Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez.” – Jean Cocteau

Esses dias essa frase voltou a minha cabeça. Nem me lembro ao certo quando foi que a ouvi, mas lembro que eu era nova e não entendi o sentido dela.

Hoje em dia, essa é uma das citações “clichês” que mais me motiva.

O que significa? Basicamente empreender seguido de inovar, realizar… Isso, claro, com objetivo, metas de conclusão, pois nada pode ser feito sem isso (“foi lá e fez” e realizou, e concluiu).

Nós somos as pessoas que colocamos o bloqueio do impossível em nossas mentes, mas nada é impossível. Todos nós temos a chance de modificar as coisas para melhores condições com planejamento e com o objetivo necessário para concluir projetos e obter um novo resultado. Todos nós também temos condições de mudar o rumo, as direções e, por que não, mudarmos as nossas vidas.

Depois de algumas leituras e experiências, aprendi que o ser humano tem medo de mudanças, de arriscar uma estabilidade, medo do novo. Isso muitas vezes nos leva a estagnar objetivos, ou a esquecer dos sonhos por serem difíceis de concluí-los.

O ato de acomodar tem inúmeros significados dentre os quais eu ilustro com as palavras: sossegar, concordar, adaptar, aquietar, deitar, anuir, ceder, resignar-se, etc. “Acomodar” é conformismo, é aceitar a situação do jeito que está, ainda que ruim, por acreditar que não pode melhorar. Aí eu pergunto, há como melhorar se não corrermos atrás do prejuízo para saná-lo? Há como prosperar sem sair do lugar, da zona de conforto e buscar o que se quer?

Sem perdas não existe ganhos, desistir de algumas coisas na vida é fundamental para que se conquistem outras. Não é sempre que poderemos arcar com as duas opções, uma hora uma delas se volta contra nós e seremos obrigados a escolher.

Daí eu entro com o famoso e velho dito popular: “Quem não arrisca não petisca”.

Ilustrando "A Flor e a Náusea" do Drummond

É incrível observar quantas pessoas ficam paradas e esperando o impossível acontecer; esperando que as coisas surjam do nada sem que se busque por elas, sem que se empenhe em conquistá-las. Em raríssimos casos essas coisas acontecem, Deus não consegue executar um milagre do céu sem que o homem o auxilie na terra.

 Todos nós temos o dom de realizar, de ir lá e fazer acontecer. O impossível é uma barreira que nos impomos a todo o momento para direcionarmos os nossos medos para outro lugar.

Prosperar é um ato digno de TODAS as pessoas, por menos privilegiadas que tenham nascido, para tanto, é necessário que a pessoa levante, sacuda a poeira para dar a volta por cima, não se esquecendo dos princípios, do respeito e da ética, claro.

O Frio está Acordando

Confesso que não há coisa melhor do que acordar de manhã, olhar para a janela e ver o pai sol sorrindo e refletindoaquela luz fantástica. Eu levanto disposta, escolho minhas roupas de verão, o sapato preferido, monto a combinação e saio de casa com todo o humor do mundo.

O friozinho é o tempo dos cinco minutinhos. Dá uma preguiça enorme de levantar da cama, mas, hoje em dia, eu tenho muitas coisas a favor dele.

Para mim, ir ao Starbucks no verão beber frapuccino é uma delícia, mas sequer posso comparar com o inverno. Eu adoro aquelas bebidas quente preparadas com ingredientes como chocolate, canela e chantili, essências de baunilha, caramelo, doce de leite, misturadas ao tradicional café. E a vantagem é que todo o sistema de preparo pode ser contra-pedido, eles preparam da forma que quisermos, além do ambiente fazer com que eu me sinta como se estivesse em outro país.

Outra opção que conheço e adoro é o Fran’s Café. Lá vendem, em proporção menor, cafés variados e preparados com misturas tradicionais, tem um cardápio diversificado e um ambiente confortável.

Além disso, ainda tem a opção de preparar, em casa, a própria bebida. Às vezes, pela manhã, eu espanto a preguiça e o sono com um chocolate quente ou uma mistura pronta de capuccino onde eu sempre utilizo menos água para deixar superconcentrado.

Bom, eu sou suspeita para falar, eu adoro cafés e chocolates artesanais, enfeitados, contendo misturas diferentes. 

 O frio e meu antigo probleminha pessoal com o espelho.

 No frio a minha estima ia de cinco a zero junto com a variação da temperatura. Eu não achava roupas que me deixassem bonita, não achava graça em me maquiar, não queria fazer nada. Só pensava em cobertor. Até que comecei a procurar me concentrar para melhorar isso.

Investi nas lãs tipo suéter, de golas altas, modelos com golas diferentes, tempos depois comprei blazers, uma jaqueta de “couro”, algumas camisas, lenços, cintos. Em fim…  Em cerca de três anos, assim mesmo, aos poucos, refiz um guarda roupa de inverno, lembrando de realizar as doações às entidades filantrópicas daquilo que não nos for mais útil e estiver em bom estado.

Hoje, tenho alguns looks, consulto a internet para ver o que eu posso fazer com aquilo que tenho e me maquio.

A gente tem que ousar. Eu me permito usar de tudo. Aquela bota montaria que eu achava que só ficaria bem nos outros, aquele lenço xadrez ou com brilho, aquele gorro ou boina coloridos. Delineador (que aprendi a usar), batom vermelho (e por que não?).

As pessoas que não me conhecem ainda comentam, olham, mas não me importo porque a fase mais difícil que é a de se aceitar já passou.

Ainda ouço: nossa, eu não tenho coragem de usar. Gente, isso é só um gorro, um batom…

Adotei a política do “E por que não?” e já consegui passá-la a algumas pessoas.