Diversidade, respeite

 Tem gente que dá audiência a tanta idiotice, valoriza cada insanidade, não visa as consequências e não consegue medir o impacto…
Vise a cultura culta e aquilo que acrescenta, elimine aquilo que instiga a violência, a imoralidade do ponto ético do ser humano e não apenas de si, elimine os incentivos aos preconceitos em todos os sentidos, pois muitas vezes o que lhe parece brincadeira, pode ser ofensivo aos outros. Cultive a saúde ao invés daquilo que a prejudica física e internamente.
Cultive a cultura culta
Valorize-se, mas aprenda que os outros também importam…

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Flashback – Livro de Sonetos

 Resolvi ler alguns poemas literários na internet, coisa que não fazia há certo tempo. Me deparei com um soneto de Vinicius, daqueles que aquece o coração e traz inspiração.

O “Livro de Sonetos” – esse aí da fotogradia – fez a minha cabeça durante toda a minha adolescência, acredito que, entre a 5ª e 8ª série no colégio, eu devo ter locado umas dez vezes na biblioteca da escola. Eu copiava os poemas em um caderno, o mesmo que eu utilizava para escrever meus textos e pensava em poder dedicá-los um dia (que já chegou, mas não é esse o caso)…

Quando eu lembrei desse livro não tive outra ideia a não ser procurá-lo no site do “Sebo do Messias”, onde eu encontrei um exemplar novo por menos de R$ 12,00. Comprei.

Agora, entre os meus livros, eu tenho um que eu sempre quis comprar desde antes de dar a importância que todos os livros têm na minha vida. Ele é o meu livro de cabeceira, para momentos felizes e para momentos nem tão felizes assim.

Será o vizinho do meu Pessoa, irá recepcionar o Quintana e o Neruda assim que eu comprá-los…

Voltei ao mundo da poesia…

 

Soneto da Rosa

Mais um ano na estrada percorrida
Vem, como astro matinal, que a adora
Molhar de puras lágrimas de aurora
A morna rosa escura e apetecida.

E da fraglante tepidez sonora
No recesso, como ávida ferida
Guardar o plasma múltiplo da vida
Que a faz materna e plácida, e agora

Rosa geral de sonho e plenitude
Transforma em novas rosas de beleza
Em novas rosas de carnal virtude.

Para que o sonho viva de certeza
Para que o tempo da paixão não mude
Para que se una o verbo à natureza.

Vinicius de Moraes

“Ele não sabia que era impossível. Foi lá e fez.” – Jean Cocteau

Esses dias essa frase voltou a minha cabeça. Nem me lembro ao certo quando foi que a ouvi, mas lembro que eu era nova e não entendi o sentido dela.

Hoje em dia, essa é uma das citações “clichês” que mais me motiva.

O que significa? Basicamente empreender seguido de inovar, realizar… Isso, claro, com objetivo, metas de conclusão, pois nada pode ser feito sem isso (“foi lá e fez” e realizou, e concluiu).

Nós somos as pessoas que colocamos o bloqueio do impossível em nossas mentes, mas nada é impossível. Todos nós temos a chance de modificar as coisas para melhores condições com planejamento e com o objetivo necessário para concluir projetos e obter um novo resultado. Todos nós também temos condições de mudar o rumo, as direções e, por que não, mudarmos as nossas vidas.

Depois de algumas leituras e experiências, aprendi que o ser humano tem medo de mudanças, de arriscar uma estabilidade, medo do novo. Isso muitas vezes nos leva a estagnar objetivos, ou a esquecer dos sonhos por serem difíceis de concluí-los.

O ato de acomodar tem inúmeros significados dentre os quais eu ilustro com as palavras: sossegar, concordar, adaptar, aquietar, deitar, anuir, ceder, resignar-se, etc. “Acomodar” é conformismo, é aceitar a situação do jeito que está, ainda que ruim, por acreditar que não pode melhorar. Aí eu pergunto, há como melhorar se não corrermos atrás do prejuízo para saná-lo? Há como prosperar sem sair do lugar, da zona de conforto e buscar o que se quer?

Sem perdas não existe ganhos, desistir de algumas coisas na vida é fundamental para que se conquistem outras. Não é sempre que poderemos arcar com as duas opções, uma hora uma delas se volta contra nós e seremos obrigados a escolher.

Daí eu entro com o famoso e velho dito popular: “Quem não arrisca não petisca”.

Ilustrando "A Flor e a Náusea" do Drummond

É incrível observar quantas pessoas ficam paradas e esperando o impossível acontecer; esperando que as coisas surjam do nada sem que se busque por elas, sem que se empenhe em conquistá-las. Em raríssimos casos essas coisas acontecem, Deus não consegue executar um milagre do céu sem que o homem o auxilie na terra.

 Todos nós temos o dom de realizar, de ir lá e fazer acontecer. O impossível é uma barreira que nos impomos a todo o momento para direcionarmos os nossos medos para outro lugar.

Prosperar é um ato digno de TODAS as pessoas, por menos privilegiadas que tenham nascido, para tanto, é necessário que a pessoa levante, sacuda a poeira para dar a volta por cima, não se esquecendo dos princípios, do respeito e da ética, claro.

Margaret Thatcher, “a dama de ferro”

Nessa segunda-feira, véspera de feriado e dia útil na empresa em que trabalho, eu combinei de sair com meu namorado e meus afilhados de casamento.

Jantamos, conversamos e resolvemos assistir a uma sessão no agora Espaço Itaú de Cinema do shopping Bourbon.

 

A Dama de Ferro – 21h50

Margaret Thatcher tinha objetividade, força e preceitos que conseguiu levá-los consigo desde a infância e que a tornou grande, fazendo-a encarar firmemente os preconceitos de uma época onde os homens dominavam a política de uma forma plural e significativa.

Entrou no partido conservador e fez com que a ouvissem, tornando-se primeira-ministra.

O filme foi excelente. Eu pude aplicar as noções de história econômica que aprendi durante uma aula na faculdade.

Em 29 de outubro de 1929, a quebra da bolsa de Nova Iorque causou uma retaliação na economia do mundo, nada funcionava, não havia comércio aberto, não havia empregos. O pouco que as pessoas tinham, assim como o muito que possuíam os investidores, fora perdido.

Discutia-se a economia, mas os princípios liberalistas faziam com que o governo não se movesse para interferir para bem ou mal no andamento do mercado. A “mão invisível” levara o mundo à falta de dinheiro para se manter.

Embora o contexto do filme seja voltado à biografia, eu mergulhei na figura mulher e político-econômica de Margaret Thatcher no que diz respeito à postura e à recuperação do Estado, tentei achar o encaixe do ensino de história às tomadas interligadas aos pensamentos apresentados em flashes.

Durante a crise economia inglesa Margaret utilizou o Neoliberalismo, estudo da Escola Americana de Chicago, que, ao contrário da idéia Liberalista de retirar o governo do controle do mercado, dizia que o Estado poderia influenciar na economia, contanto que fosse para regularizar a situação e deixá-lo estável.

A princípio, a negação foi um grande desafio. Thatcher enfrentou os riscos iniciando o processo de privatização de empresas de energia elétrica que era a indústria que mais movia verbas devido ao alto consumo pela população.

Essa medida trouxe qualidade a preços elevados, mas que logo se regularizaram ao gerar concorrência e uma nova postura de governo.

Assim como li em um comentário na rede, ele poderia ser “O Discurso do Rei”desse ano – filme que gostei bastante – se relatássemos uma biografia histórica, mas um não se aplica ao contexto do outro.

“A Dama de Ferro” trouxe o lado bom do governo e quis apresentar Margaret Thatcher  ao público que  não a conhecia. É um ótimo filme, com a atuação excelente de Maryl Streep. Uma boa oportunidade das pessoas conhecerem um milímetro da história apresentada deficientemente nos ensinos básicos públicos.

***

Melhor crítica: http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/2012/02/16/estreia-a-dama-de-ferro/

Amor Livre

Porque eu, Aline, amo e defendo qualquer forma de amor…  Defendo o amor do momento, o amor do para sempre, o amor entre homens e mulheres, o amor entre homens e homens, o amor entre mulheres e mulheres, o amor na singela forma que cada um exprime, ao próprio modo…

O amor verdadeiro, perene, aquele não agride, aquele que não julga nem condena, o amor incondicional, o amor dos relacionamentos, o amor que não mata, não fere, o amor humilde, o amor vívido.

Porque eu, Aline, amo, amo, amo, ainda que errada, como ser imperfeito, ainda que injusta, ainda que julgando e julgada, busco amar com a alma…

Porque esse amor, o tal ágape tão citado agora, não tem forma certa, não tem jeito certo, só se sente, só se ama, ainda que infinitamente enquanto durar…

Inspirado em um grande amigo,

Inspirado em livros,

Inspirado em Deus…

 

É Filosofia…

Quem, de três milênios, não é capaz de se dar conta vive na ignorância, na sombra, à mercê dos dias, do tempo.

Johann Wolfgang von Goethe

 

Iniciando a próxima viagem, ampliando o conhecimento sobre a filosofia por meio de um dos livros mais conhecidos “O Mundo de Sofia” de Jostein Gaarder. Já estou empolgada…

Aliás, isso signifique me minha viagem irá mais longe ainda, como sempre sofro influências desse tipo, pode ser que meu Blog  tenha algumas manifestações a respeito ao longo da caminhada…