Happy Birthday to Me

Aquele momento que você percebe que passou 23 min da meia noite e que você deu um passo a mais para os 30 anos! kkkk

Mais um ano de vida, mais um explendor de Deus, que me abençoou e me deu oportunidades únicas, cada qual com sua importância. E, ainda que muito eu reclame ou que eu não as tenha aproveitado, sei que ainda reclamarei,ainda ignorarei muitas coisas, mas sei que terei sempre graças…
As tristezas do ano que passou não foram nada, doeram, passaram por mim e foram embora. Mas as alegrias são minhas lembranças eternas: minha família, meus old, best e forever amigos (segunda família) rsrs, meu namo, meus novos amigos, minha vida, minhas novas chances, meus novos dias, meu novo despertar…

Estou pronta para mais um ano, Deus… Viva os 23 e que venha o próximo! Todos terão que me engolir! rsrs

To Feel

Prefiro sentir, sofrer, amar, viver…

Àqueles que se dizem céticos de tempos em tempos…

São aqueles pobres que não enxergam a beleza tampouco sentem a pureza da simplicidade de um sonho

Coitado dos céticos

Aqueles que acreditam que o corpo só é corpo e anda só por si, sem sentimento vivo, só carne, sem espírito,

Aqueles que, na verdade, tentam não acreditar em nada para desvencilhar daquilo que querem sentir, da lágrima que teima em rolar, daquilo que nem a ciência explica.

Coitada de mim, dizem eles. A tola e infantil, eles me apontam… E que me acusem do que acharem conveniente, as mentes vazias de alma, tão vastas de razão. Deixo que me xinguem, desde os mais simples, aos mais complexos dos xingamentos, eu não me importo. Eu não os ouço, eu ignoro os apontamentos.

Tenho pena daqueles que desacreditam da força de um milagre, da força de um sonho, da força que vem e que ninguém explica, por mais que digam que sim.

Tenho dó daqueles que não se emocionam com uma música, com um filme, com um amor ou momentos de extrema alegria ou com um sonho realizado, daqueles que não compreendem uma metáfora ou a moral de um sentimento infantil…

Tenho compaixão por aqueles que ambicionam sem um fim…

Tenho pena daqueles que não têm um Deus para guiar ou um sonho para reconfortar…

Às vezes queria saber se esses sofreram algum mal psicológico ao qual não conseguem superar, algo que faz com que a mente bloqueie aquela lembrança de infância e que ignora a criança que existe em si. São aqueles que se sentem maduros suficientes diante do mundo, mas a falta de um eu que abandonou faz com que procurem algo intenso que preencha o que tentam não ser.

É, acredito em mágica, em vida, em segundo plano, no que me contam… O erro não é meu e a tolice é do infeliz que pensa estar me iludindo, no fundo, aquilo é ele próprio, não eu. A farsa ou ilusão é de quem engana, para mim, que ouço, já passou…

Diversidade, respeite

 Tem gente que dá audiência a tanta idiotice, valoriza cada insanidade, não visa as consequências e não consegue medir o impacto…
Vise a cultura culta e aquilo que acrescenta, elimine aquilo que instiga a violência, a imoralidade do ponto ético do ser humano e não apenas de si, elimine os incentivos aos preconceitos em todos os sentidos, pois muitas vezes o que lhe parece brincadeira, pode ser ofensivo aos outros. Cultive a saúde ao invés daquilo que a prejudica física e internamente.
Cultive a cultura culta
Valorize-se, mas aprenda que os outros também importam…

Inspirada por Elizabeth Bishop

Não me lembro mais o dia, faz tempo. Mas me recordei agora da beleza da história de uma poetisa que eu não conhecia, mas alguma coisa despertou a minha vontade de saber quem era.

Entrei no Eva Herz, o teatro da Livraria Cultura, para assistir “Um Porto para Elizabeth Bishop”. O cenário estava limpo, tinha um balcão e uma sala de estar. Seria um monólogo, talvez monótono, mas a Regina Braga me convidou com aqueles olhos lindos.

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Desembarcou em um porto, atônita e confusa, sem querer estar nesse país, mas já estando. Uma americana perdida em solo brasileiro. Vivenciou o modernismo, conviveu em um mundo de arte se apaixonou pela mulher de uma amiga, a quem amou fielmente. Em uma fase da vida, deprimida com a ausência contínua da amada Lota que se envolvera com política, não conseguia escrever, vivia esperando o dia que em ela, Lota, voltaria de viagem para passar uma tarde ou duas.

Cenas depois, o casal é separado pela morte de Lota. Elzabeth, depois da tristeza, escreve o mais famoso e belo poema que encerra o espetáculo:

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A Arte

A arte de perder não é nenhum mistério
tantas coisas contém em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouco a cada dia. Aceite austero,
a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois, perca mais rápido, com mais critério:
lugares, nomes, a escala subseqüente
da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. Um império
que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudades deles. Mas não é nada sério.
Mesmo perder você (a voz, o ar etéreo, que eu amo)
não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser um mistério
por muito que pareça (escreve) muito sério.

Elizabeth Bishop

A peça não está mais em cartaz, mais foi uma ótima recordação que não havia escrito aqui.

 

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Fotos da peça
http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/2900-um-porto-para-elizabeth-bishop#foto-57110

Fotos da casa de Elizabeth
http://casavogue.globo.com/interiores/a-casa-de-elizabeth-bishop-no-brasil/

Flashback – Livro de Sonetos

 Resolvi ler alguns poemas literários na internet, coisa que não fazia há certo tempo. Me deparei com um soneto de Vinicius, daqueles que aquece o coração e traz inspiração.

O “Livro de Sonetos” – esse aí da fotogradia – fez a minha cabeça durante toda a minha adolescência, acredito que, entre a 5ª e 8ª série no colégio, eu devo ter locado umas dez vezes na biblioteca da escola. Eu copiava os poemas em um caderno, o mesmo que eu utilizava para escrever meus textos e pensava em poder dedicá-los um dia (que já chegou, mas não é esse o caso)…

Quando eu lembrei desse livro não tive outra ideia a não ser procurá-lo no site do “Sebo do Messias”, onde eu encontrei um exemplar novo por menos de R$ 12,00. Comprei.

Agora, entre os meus livros, eu tenho um que eu sempre quis comprar desde antes de dar a importância que todos os livros têm na minha vida. Ele é o meu livro de cabeceira, para momentos felizes e para momentos nem tão felizes assim.

Será o vizinho do meu Pessoa, irá recepcionar o Quintana e o Neruda assim que eu comprá-los…

Voltei ao mundo da poesia…

 

Soneto da Rosa

Mais um ano na estrada percorrida
Vem, como astro matinal, que a adora
Molhar de puras lágrimas de aurora
A morna rosa escura e apetecida.

E da fraglante tepidez sonora
No recesso, como ávida ferida
Guardar o plasma múltiplo da vida
Que a faz materna e plácida, e agora

Rosa geral de sonho e plenitude
Transforma em novas rosas de beleza
Em novas rosas de carnal virtude.

Para que o sonho viva de certeza
Para que o tempo da paixão não mude
Para que se una o verbo à natureza.

Vinicius de Moraes

XINGU

Um tempo depois de lutar contra a preguiça de domingo em um dia de chuva, sai para assistir “Os Vingadores”, gosto estranho ao meu, mas eu faria a vontade da minha companhia…

Chegando ao Bourbon Shopping, não havia mais sessão. Optamos por assistir Xingu. Eu sabia que o filme não seria ruim devido aos trailers, documentários e divulgações gerais feitas na televisão.

Conclusão? O filme foi surpreendente. Toda a trajetória foi resumida sem que se perdesse no enredo ou parte da história. A luta dos Villas-Bôas pelos direitos indígenas foi bem colocada e fez com que eu refletisse muito.

Fato: Nós brasileiros valorizamos nossa cultura até que ponto? Quanto nos preocupamos verdadeiramente com nossa natureza? Até que ponto e a que custo vale-nos o “progresso”?

Nos voltamos tanto às culturas americanas, às tecnologias e aos “globalizados”, mas não enxergamos o que nos custa tentar ser como eles. Em nome do progresso os governantes passaram por cima das culturas, civilizações, das florestas… E ainda passam, afinal, o que nos permite o novo Código Florestal? O que está sendo feito em Belo Monte?

Esse filme me conscientizou ainda mais sobre a importância da preservação, da cultura dos povos e da valorização das diferenças existentes no território nacional.

Quebrem os preconceitos contra os nossos filmes nacionais, eles têm mudado para melhor… Essa é a minha propaganda gratuita para que todos assistam Xingu e, quem quiser, depois converse comigo sobre o assunto. Ainda tenho muitas ponderações a fazer, além das que eu já fiz no dia que eu assisti.