O Frio está Acordando

Confesso que não há coisa melhor do que acordar de manhã, olhar para a janela e ver o pai sol sorrindo e refletindoaquela luz fantástica. Eu levanto disposta, escolho minhas roupas de verão, o sapato preferido, monto a combinação e saio de casa com todo o humor do mundo.

O friozinho é o tempo dos cinco minutinhos. Dá uma preguiça enorme de levantar da cama, mas, hoje em dia, eu tenho muitas coisas a favor dele.

Para mim, ir ao Starbucks no verão beber frapuccino é uma delícia, mas sequer posso comparar com o inverno. Eu adoro aquelas bebidas quente preparadas com ingredientes como chocolate, canela e chantili, essências de baunilha, caramelo, doce de leite, misturadas ao tradicional café. E a vantagem é que todo o sistema de preparo pode ser contra-pedido, eles preparam da forma que quisermos, além do ambiente fazer com que eu me sinta como se estivesse em outro país.

Outra opção que conheço e adoro é o Fran’s Café. Lá vendem, em proporção menor, cafés variados e preparados com misturas tradicionais, tem um cardápio diversificado e um ambiente confortável.

Além disso, ainda tem a opção de preparar, em casa, a própria bebida. Às vezes, pela manhã, eu espanto a preguiça e o sono com um chocolate quente ou uma mistura pronta de capuccino onde eu sempre utilizo menos água para deixar superconcentrado.

Bom, eu sou suspeita para falar, eu adoro cafés e chocolates artesanais, enfeitados, contendo misturas diferentes. 

 O frio e meu antigo probleminha pessoal com o espelho.

 No frio a minha estima ia de cinco a zero junto com a variação da temperatura. Eu não achava roupas que me deixassem bonita, não achava graça em me maquiar, não queria fazer nada. Só pensava em cobertor. Até que comecei a procurar me concentrar para melhorar isso.

Investi nas lãs tipo suéter, de golas altas, modelos com golas diferentes, tempos depois comprei blazers, uma jaqueta de “couro”, algumas camisas, lenços, cintos. Em fim…  Em cerca de três anos, assim mesmo, aos poucos, refiz um guarda roupa de inverno, lembrando de realizar as doações às entidades filantrópicas daquilo que não nos for mais útil e estiver em bom estado.

Hoje, tenho alguns looks, consulto a internet para ver o que eu posso fazer com aquilo que tenho e me maquio.

A gente tem que ousar. Eu me permito usar de tudo. Aquela bota montaria que eu achava que só ficaria bem nos outros, aquele lenço xadrez ou com brilho, aquele gorro ou boina coloridos. Delineador (que aprendi a usar), batom vermelho (e por que não?).

As pessoas que não me conhecem ainda comentam, olham, mas não me importo porque a fase mais difícil que é a de se aceitar já passou.

Ainda ouço: nossa, eu não tenho coragem de usar. Gente, isso é só um gorro, um batom…

Adotei a política do “E por que não?” e já consegui passá-la a algumas pessoas.