Um pouco de Amélie


Eu, dentre tantas amigas, tenho o meu lado Amélie. Aquele desejo de poder mudar as coisas, dar um empurrãozinho no destino para tornar as coisas possíveis ou melhores.

Poderia me ver como ela daqui a um tempo, não sei por que, mas a vida dela tem algo de apaixonante. Vejo uma simplicidade um tanto perturbada, mas perfeitamente adequada ao que a leva a um destino feliz.

Assim como Amélie, tenho muitas manias, algumas em comum às dela, misturada à loucura sã da Clementine (Brilho Eterno). Gostos e desgostos como os dos personagens. Acredito que toda a mulher, ainda que não goste desse tipo de filme, ainda que não viva em um pedaço alternativo e diferente, alheio a ter os mesmos desejos dos outros, tenha e se sinta Amélie.

Audrey Tautou como Amélie

Le fabuleux destin d’Amélie Poulain ganhou diversos prêmios, inclusive o tão merecido de fotografia, com as cenas alaranjadas queimando o verde da paisagem, o calor das imagens e as cenas repletas de molduras…

A graça do roteiro está nas armações vindas da cabeça da personagem quando ela elabora as estratégias para fazer com que as pessoas ao redor fiquem felizes, porém Amélie se esquece de viver a própria realidade.

Amélie é “chamada à vida” ao se apaixonar, a primeira vista, por um rapaz. A ajuda para correr atrás desse amor vem do  vizinho “dos ossos de vidro” cujos conselhos lhe são oferecidos de uma forma indireta, por meio de uma tentativa de captar expressão de um personagem de uma obra de Renoir: “a garota do copo d’água”.

Dentre tantos lances da história, me divirto muito com a vingança dada ao vizinho que a fez acreditar que, quando criança, a câmera fotográfica que ganhara fazia com que acidentes acontecessem, além das passagens da viagem do duende, as armações no apartamento do dono da banca de legumes, as artimanhas para unir a vendedora da tabacaria ao inconformado ex-namorado da moça da cafeteria, dentre tantas…

É se não o, mas um dos meus filmes preferidos.

***

Semana passada, estava eu andando na Augusta com a Cá que avistou, de longe, uma vitrine com o desenho do rosto e com o nome da Amélie. Não conhecíamos aquele ponto naquela galeria, então corremos para lá. Era um ateliê encantador, com o toque do filme em todos os cantos, inclusive o duende. Ficamos fascinadas, vimos os vestidos, blusas, acessórios e eu, de novo, cometi outro pecado do consumismo, mas valeu a pena. Prometemos voltar para os vestidos.

A dona do ateliê era uma fanática por Amélie, formada em moda, nos explicou todo o processo da confecção das peças (exclusivas) da loja.

Etiqueta, cartão e brinde ganhado na visita...

Consumo

O site do Ateliê “Je Suis Amélie” não está disponível na rede, quem para quem quer visitar eu tenho a referência, mas não gravei o número: fica naquela galeria que tem o Tolocos e o Rei do Mate, só que é no andar de cima…

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Um comentário sobre “Um pouco de Amélie

  1. Olá!
    Fiquei muito feliz com sua visita na loja. Espero que tenha feito sucesso com sua blusinha e que venha me visita para um café quando quiser.
    Um beijo pra vc e sua amiguinha Cá
    Vania

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