As cóleras do salto alto


sapato de salto alto

High heels

É muito fácil encontrar alguém que diga que não se dá bem andando de salto alto, pois embora eu seja adepta a essa menção, me dou a oportunidade de arriscar.

O negócio é que eu comecei a subir os andares aos poucos, treinava caminhada em casa e até sambava para conseguir me adaptar. Hoje subi um nível ou melhor, alguns centímetros e estou completamente insegura, principalmente no que diz respeito ao calçamento.

As calçadas das principais avenidas de São Paulo estão sendo padronizadas, confesso que andar na Avenida Paulista ou Berrini com esse salto alto não seria tão difícil, tão pouco pegar o metrô ou trem no sentido anti-horário, mas vamos até a realidade.

O fato é que trabalho no centro da cidade, mas não no lindo centro para onde mobilizaram todas as atenções. Trabalho na parte localizada entre Praça da Sé e metrô Liberdade. Bom, quem conhece esse trecho sabe aonde quero chegar, afinal, quem nunca deu uma pequena torcidinha no pé andando por entre aqueles pedregulhos todos os dias põe o dedo aqui “Θ”… Até de sapatilha eu consegui essa proeza, ainda bem que estão investindo no tratamento ao pedestre, como diz o ditado: “antes tarde do que nunca”.

O problema dos transportes deve ficar para outro post afinal, aqui eu quero citar um assunto positivo.

Agora as calçadas devem ser padronizadas de acordo com a lei, tudo bem que isso trará um gasto para a população até que tudo se regularize, mas é sinal de que certa evolução está acontecendo. Se bem que se constata um parêntese com relação ao custo e o povo tem que buscar informações (todas dadas nas subprefeituras dos bairros), pois segundo o site http://artigos.netsaber.com.br: “para incentivar as reformas, é a Prefeitura quem vai arcar com os custos das novas calçadas que estiverem dentro das rotas estratégicas determinadas pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED)”.

Verifico um aumento da acessibilidade às pessoas com deficiência física, idosos, crianças… Vejo como a facilitação da circulação a precaução a possíveis acidentes, em fim, direito ao livre acesso.

“Uma calçada acessível é aquela que permite o trânsito de adultos, crianças, idosos, pessoas em cadeira de rodas ou carregando malas, carrinhos de compras, de forma segura e confortável. Por isso, toda calçada deve ter uma área livre de obstáculos (faixa livre), com o piso de material adequado e em boas condições.”  – trecho do site da Prefeitura de São Paulo.

Como toda a lei, tem os prós e contras, mas, essa é uma boa medida, assim como as que se fazem respeitar a faixa de pedestre, visto que as coisas só melhoram quando o povo sente o bolso esvaziar, no entanto, esse é outro assunto que me traz, praticamente, à mesma opinião.

A prefeitura criou um meio de denunciar os estabelecimentos e infratores, a multa é válida por metro, os pedestres podem contestar os direitos por meio do telefone156 afim de registrar as reclamações.

Daqui a alguns anos, quando boa parte estiver regularizada, todos poderemos aproveitar essa boa oportunidade para aprendermos a andar ou treinar a caminhada com sapatos de salto alto. Enquanto isso, eu vou me equilibrar sobre os pedregulhos, aventura que compartilharei posteriormente em um post sobre a peça de teatro que assistirei hoje.

 

Para acessar a cartilha “Passeio Livre” da Prefeitura de São Paulo sobre a nova lei e novos padrões, utilize o link http://ww2.prefeitura.sp.gov.br/passeiolivre/pdf/cartilha_passeio_livre.pdf.

 

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