Meia-noite em Paris


Era para eu ter publicado isso há uns dois meses, mas a preguincinha que assola minha mente não permitiu.

Depois de um dia cansativo e já com muito sono, fui ao cinema assistir ao então novo filme do Woody Allen, “Meia-noite em Paris”. O filme era bom, mas eu cochilei em um trecho devido à mistura perigosa entre leitura de legenda, escuro, colo e sono…

Apesar dessa soneca, consegui entender o filme e continuar assistindo depois de despertada.

Meia-noite em Paris

Cartaz dos EUA, gostei mais.

Considerações: O filme conta a história do escritor Gil que vive um amor pela antiga Paris de grandes intelectuais, artistas. Certa vez, Gil estava vagando pela rua, andando em círculos, pois havia se perdido, até que surge um carro onde as pessoas lhe convidam para entrar. A partir desse fato, todas as noites ele passa a ir àquela rua para pegar carona no mesmo carro que funcionaria como uma máquina do tempo, levando-o ao passado histórico que sempre esteve na mente dele o qual ele sempre quisera vivenciar.

Noite após noite, no mesmo horário, ele dava uma desculpa para a noiva e mergulhava no passado onde as histórias se desenrolavam naturalmente, como se fosse outra dimensão em que se pudesse vivenciar a própria vida junto com aqueles que exercem a influencia do passado no dia de hoje. O personagem tem encontros com escritores, músicos, artistas que fizeram história no ano de 1920 e, lá, Gil pode conversar com eles, trocar opiniões, ponto de vista, participar de festas dentre outras coisas…

Percebi, ao final do filme, que o enredo não é só uma típica comédia de Woody Allen e não é exatamente um romance romântico e sim um romance histórico e achei que há muito conteúdo nas entrelinhas diante da simbologia da viagem ao passado em comparação à realidade do “hoje”.

O motivo: Quando Gil recebe a oportunidade de permanecer na história, ficar para sempre onde ele considerava como “um lugar em que sempre quis estar”, ele se recusa a aceitar por se dar conta que, embora toda aquela história o fascine, a vida dele não era naquela época. Foi como se aquela pergunta o chamasse para a realidade e o levasse a viver a própria vida no lugar onde era para ele estar.

O encanto de “Meia-noite em Paris” está na interpretação do filme, não somente na impressão que as imagens e pensamentos que o autor mostrou. Para mim teve algo por trás, como se passasse a mensagem para que nós vivêssemos as nossas vidas no lugar que estamos e no momento que estamos. Não sei se essa foi a ideia do Allen, mas essa é a minha opinião sobre o filme.

 

*****

Como fazia um tempo que eu estava para publicar esse texto, resolvi pesquisar o filme, encontrei esse site: http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/cinema/woody+allen+fantasia+a+realidade+em+meianoite+em+paris/n1597032212238.html, achei legal ver a semelhança entre alguns pontos do que eu escrevi e a matéria de Marco Tomazzoni do IG, acho que eu estou no caminho certo…

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