Felipe Dylon, BR’OZ e a revolução Camila.


[Post antiguinho] Nem precisa contar a história toda, eu sei que é injusto quando falo de amigos e não menciono outros, todos são importantes e, conforme eu for lembrando as histórias, escreverei.

É que dessa revolução eu jamais poderia esquecer. Foi algo como passar um vendaval e de repente mudar de vida.

Eu tive uma amiga punk que exerceu uma boa influência de maturidade aos meus doze anos, mas ela repetiu uma série e me deixou sem muitas opções a não ser ir na onda musical do pessoal, principalmente pela falta de alternativas na hora do intervalo: ou você se acostumava com as músicas que colocavam ou se acostumava, não tinha para onde correr.

Um ano depois reconheci a conhecida Camila. Nós curtíamos o mesmo pop de televisão até surgir o m.d.c. que na verdade era m.d.a. porque aquilo não era coturno e sim um all star cano alto. O m.d.c. fez a Camila procurar alternativas para excluir o veneninho que andava circulando aos nossos ouvidos. A melhor coisa que fizemos, caímos nas garras, ou melhor, nos rifes do rock, mas não era simplesmente rock, era metal, nos tornamos headbanger. Para falar a verdade, não vejo nada de extraordinário nisso, se paro para pensar – como a Dani e eu fizemos nesse sábado – não é pesado, o que existe é ignorância.

A Camila me apresentou o Sabbath e eu me apresentei ao Ozzy, ela me apresentou ao Nirvana, mas eu preferi o Guns. Ela gravou muitos CDs, levávamos na mochila um material extra: revistas, matérias, pôsteres, CDs compartilhados, Road Crew, histórias de bandas, grafites e “o caderno”. Às vezes, por baixo da camisa do uniforme, uma camisa de banda entrava clandestinamente no colégio. Sentávamos vidradas nas histórias, brincávamos que se um skinhead visse nossas mochilas nos deixariam no chão – pensando nos ataques atuais, completamente absurdos, eu percebo o quanto isso era, de fato, perigoso, ainda bem que o CEDOM exigia uniforme com aquela velhinha cotonete no portão.

Pois bem, voltando à história sem pé nem cabeça, mais para reavivar a lembrança dentro de mim… A melhor coisa foi quando nos juntamos à Dani, ao Felipe e ao Milton, logo seríamos um grupo enorme de roqueiros no colégio.

Lembro-me que o Roberto Carlos já virou disco voador nas mãos de um amigo meu e certo “sem noção” me acende um fósforo enquanto passávamos na frente de um posto de gasolina (post para outro dia, quem sabe), naquele dia a Camila me contou que conheceu o m.d.c… BOOMMM!

Depois da exposição da Tropicália no colégio, nos tornamos um grande grupo e nós, Dani, Camila e eu reformamos “o caderno” (post para qualquer outro dia).

Posteriormente, fazíamos visitas contínuas à galeria, simplesmente para não fazer nada a não ser secar as vitrines e, de vez em quando, comprar algum adorno. Em belo um dia, conhecemos dois caras que queriam nos “zoar” por causa da camiseta do Judas Priest que a Camila vestia… acabamos trocando orkut com eles.

Conheço a Camila há um ano menos do que a Denise. Chamamos-nos melhores amigas, pelos momentos que vivemos e em consideração a esse tempo de amizade 1, 2,… 6,… 8, 9, 10, 11,…. 15 anos!

Agora, nossas rotinas são outras. Uma vez ou outra nos encontramos – agora até mais e eu adoro isso –, mas é sempre a mesma sensação quando a revejo me lembro das loucuras de adolescente e conversamos sobre muitas coisas em comum. Ainda hoje, nossos gostos são parecidos, da última vez, compartilhados em uma exposição no CCBB – “Escher” – e com uma janta básica depois… – Uma semana após a exposição, compartilhamos uma maratona Av. Paulista, Center3, Gendai, Livraria Cultura, corrida para pegar o metrô Itaquera lotado, corrida a noite a caminho do SESC Belenzinho morrendo de medo de quem vinha atrás de nós, corrida a bilheteria para comprar ingressos, show da Tiê (eu tossindo que mal conseguia cantar), foto com a Tiê, ida para a casa. Detalhe que no outro dia eu não tinha mais voz, na semana eu tinha um cerimonial para auxiliar, devido à alteração da diretoria onde eu trabalhava e eu ainda sentia a garganta raspando, adoooooro…

E que venha a próxima…

Ca, Tiê e eu.

Ca, Tiê e eu.

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