Metamorfose


Eu tenho a irritante mania de me fazer presente quando o comparecimento é desnecessário. Tenho o mau hábito de ser impulsivamente amiga. Tenho aquela coisa insistente de retrucar grosserias, de falar e fazer o que faço sem pensar. Sou aquela que alguns querem do lado, outras nem tanto. Passo a todos o meu estado de espírito por transparecer através de um sorriso amargo ou, até mesmo, pelos gestos, sentidos ou qualquer outro tipo de emoção. Tenho a constância do amor e da paixão a primeira vista, a força do apego. Sentimentos de desgosto que sessam com o calor da amizade que levo pra vida toda. Tenho ferro nas mãos e chamas no coração. Tenho delírios e maldade temperados com inocência. Não sei e nem quero crescer mais do que hoje. Eu sei que os sonhos tendem a ser esquecidos ou não realizados, tornando-se apenas ilusões ao alcançar outro objetivo, ainda sim faço ser sonho tudo o que vivo. Amadurecer é fato que nos é imposto pelo mundo, mas a mim não exijo. Às vezes, muitas vezes, constantemente, sou alegre com tristezas por dentro ou, talvez seja triste com alegrias. Se eu choro e fico nervosa, minha pressão arterial sobe e causa tensão nos olhos, dores fortes na nuca e na cabeça que só passam após uma noite de sono acordando restaurada ou em melhores condições para uma nova luta. Eu mesma não me defino em nada por ser inconstante. Sou eu, simplesmente.

Aline

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