A “fuga do camburão”


Quando eu estava no CEDOM, estudava no período vespertino e, quase sempre, havia aulas vagas. Eu não tinha permissão para ir embora, pois minha irmã estudava no República e minha mãe viria nos buscar. Com isso, inventei uma atividade junto com umas amigas, o também proibido, mas feito, passeio pelos arredores do colégio.

 

 

 

 

 

Era sempre uma diversão percorrer aqueles caminhos “em bando”, íamos à pracinha, hoje sem bancos, escondida atrás da rua da caixa d’água (como conhecida pelos alunos) ou ficávamos vendo o jogo de futebol dos garotos na quadra de uma igreja que tinha lá.

 

 

 

 

 

Um belo dia umas amigas encontrara o “Canto do Junco”, uma alameda estreita e quieta atrás do SENAC, frequentemente caminhávamos por aquele lugar até que um dia…

 

 

 

 

 

 

 

 

Tinha uma amiga da turma que estava ficando com um garoto e, nesse dia, a sala dele também teve aula vaga (ou ele cabulou fugindo no meio dos alunos da nossa turma). Ideia de diversão e lugar para ficar perfeito? Cantinho do Junco. E para lá fomos nós…

Minha amiga foi para um cantinho ficar com o baixinho, longe da turma, pois tinha vergonha. Nós nos sentamos na calçada livre e ficarmos conversando (hoje essa calçada vaga tem casas construídas).

 

 

 

 

 

 

 

Acho que naquele tempo deveria haver uma onda de marginais e vândalos naquela rua porque eis que surge uma senhora (a qual eu só ouvi, não vi rosto por estar atrás de um murinho):

Senhora: O que vocês estão fazendo aí?

Carol: Nada.

Senhora: Ficam aí pichando.

Carol: A gente não tá pichando.

Senhora: Eu vou chamar a polícia!

Alguém do grupo: Ela vai chamar a polícia!

Levando em conta a possibilidade de ser buscada na delegacia pela minha mãe, levantei em um pulo.

Conclusão?

Eu me levantei e sai correndo a milhão dali, como se devesse alguma coisa – na verdade eu devia uma deixa de bronca para a minha mãe, mas não vem ao caso – atrás de mim veio minha best que perdeu a posição porque foi explicar pro casal o porque da correria e as outras foram arrancando atrás da gente e o casal por último..

Atravessamos correndo a Pedro Dol e entramos numa viela, todos ofegando e rindo da situação.

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